quinta-feira, 6 de junho de 2013

Capítulo 4 – Vampire Kiss



Mais um corpo foi encontrado hoje nas ruas de Nagoya . A vítima tinha várias escoriações espalhadas pelo corpo. O caso está sendo investigado pela polícia de...”
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Nagoya. Uma pequena cidade japonesa. Há 3 meses, começou a acontecer uma grande quantidade de misteriosos assassinatos em série nesta cidade que fora um dia tão pacata. - Então, a aula acaba aqui por hoje. Ah, Kotaro, certo? Pode vir comigo um minuto? “ O que foi aquilo...? Um sonho? Realidade? Não entendo mais nada... E também, Aki-chan disse que ele era um vampiro...? Eu preciso ir embora daqui... Preciso sair daqui, mas...” - AI! Não faz isso! Machuca muito! - Meu corpo... não se mexe... Que lugar é esse...?





- Kotaro-kun! Se apresse e vá logo!
- Tá...
Kotaro estuda junto com Akihito, seu único amigo. Kotaro sempre foi tímido, então não foi capaz de fazer muitos amigos.
- Olá, classe. Sou seu novo instrutor, Enrico François. É um prazer conhecê-los.
- Né, Kotaro, esse professor não é meio estranho? Acho que ele tá olhando pra você...
- Aki-chan, não fale assim... Nós nem o conhecemos ainda...
Enrico o olhava fixamente. Tinha olhos de um azul profundo e cabelos pretos.
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- Ah, tá... Aki-chan, nos falamos mais tarde então...
- Não quer que eu fique?
- Não será necessário que fiquem os dois. Eu só preciso de ajuda com algumas coisas. Você pode vir comigo, Kotaro?
- Sim...
- Tudo bem então, mas se precisar de alguma coisa, me liga.
- OK...
O professor e seu aluno voltam para a sala de aula. Enrico tranca a porta e joga Kotaro na parede, segurando seus braços com força. Kotaro não entende nada e só fica olhando o rosto do professor.
- Kotaro, seu sangue cheira tão bem...
- O meu… sangue…?
- Tenho vontade de comê-lo inteiro, mas eu não poderia fazer isso com um garoto tão fofo desse jeito…
- Do que você tá falando?
- Eu quero sugá-lo inteiro, morder seu pescoço e fazer com que obedeça a mim e somente a mim.
Enrico faz um movimento com a perna e a deixa no meio das pernas de Kotaro. O garoto não conseguia se mexer, estava hipnotizado pelos olhos daquele que estava à sua frente.
- Não se preocupe... isso vai acabar logo.
As presas daquele vampiro estavam prestes a furar sua pele. De repente, Akihito se joga em cima de Enrico:
- KOTARO, CORRE!!!
Não conseguia ouvir nada... Sua mente estava em qualquer outro lugar, menos ali. Se passavam muitas coisas em sua cabeça, que rodava. Seu corpo estava imóvel.
- TÁ ESPERANDO O QUE, KOTARO? VAI LOGO!!!
-... Ah, tá!
- O que posso fazer com alguém que deixa minha presa escapar, eu estava esperando por ele há muitos anos... Não me diga que a quer só pra você, vampiro.
- Eu soube quem era você assim que o vi entrar... Então o culpado dos assassinatos era mesmo você!
- Cale a boca, você não deve falar assim com um vampiro superior, moleque!
Enrico gira o corpo e inverte a situação, fazendo com que o corpo de Akihito ficasse por baixo do seu. Seu olhos, agora, se transformavam em um vermelho-sangue, o que revelava sua fome e sua vontade de saciá-la desesperadamente. Uma pequena lambida na boca e no pescoço, lhe dando uma dentada tão profunda que faz com que seu sangue espirre por todos os lados.
- Sangue de vampiro não é tão bom assim, mesmo depois de um ano desde a nossa última vez juntos. Você não deveria se revoltar contra seu mestre, garoto.
Enrico sai de cima de Akihito, que se torcia, lambuzado com seu próprio sangue. Não podia se esquecer de sua última noite com aquele que lhe tornara uma criatura das sombras. Aquela noite em que céu e inferno se encontraram naquele quarto de hotel escuro e sombrio na França.
“ Eu te amo, Aki-chan, mas... se eu não fizer isso, não conseguirei mais viver com você”.
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- Meu querido Kotaro, não seja tímido! Venha dar as boas vindas ao seu novo sensei! ...te achei!
Lágrimas caiam involuntariamente de seus olhos enquanto ele via as roupas cheias de sangue daquele que chamavam de “sensei”. Estava horrorizado com o que via. Uma vermelhidão escorria de sua boca, um sorriso pretensioso lhe estampava a face, mostrando-lhe presas afiadas prontas para lhe arrancar pedaços de sua carne aos montes e lhe fazer gritar.
- Não chore, garoto. Ver seu rosto assim me deixa com mais vontade de lhe devorar.
- Mas... vampiros não existem! É impossível!
- Não é tão impossível quando tem um bem à sua frente, não é? Apenas me deixe sugá-lo devagar e ver a vida esvair de seus olhos...
- COMO SE EU FOSSE DEIXAR, IDIOTA!
Sua pele queimava, uma cruz em sua mão, sangue por toda sua roupa, olhos vermelhos como sangue.
- Se vai ficar segurando isso até que eu saia de perto do seu amigo, perde seu tempo. Eu tenho a pedra de sangue, olhe!
O cordão que balançava em seu pescoço era incomum. Uma medalha circular onde caracteres romanos e eslavos estavam gravados. Em seu centro, havia o rosto de um homem, muito parecido com o Drácula do Castelo de Bran.
- Kotaro... sai daqui... não quero que veja... a minha...
Akihito cai no chão enquanto olhava o rosto de seu amado. Palavras sem som saiam de sua boca. Quando Kotaro finalmente as entendeu, era tarde demais... “Aishiteru, Kotaro. Saia logo daqui... e salve a si mes…”
Aquilo que parecia-se com “vida” já não estava mais ali.
- Aki-chan? Aki-chan? Não brinque comigo numa hora dessas... Aki-chan...
“ Kotaro, esse professor não é meio estranho? Acho que ele tá olhando pra você...”
“ KOTARO, CORRE! TÁ ESPERANDO O QUE, KOTARO? VAI LOGO!”
- Não adianta pensar nisso agora... Ele já morreu... e deixou você sozinho comigo... Eu não vou machucar você, eu prometo.
- Por que... eu acreditaria... POR QUE EU ACREDITARIA NISSO!?
- Porque você sabe que estou dizendo a verdade, Kotaro. Se eu realmente quisesse, você já estaria morto. Mas, não é isso que eu quero... apenas... seja meu amante, Kotaro.
- EU NÃO POSSO SER AMANTE DE ALGUÉM QUE MATOU O MEU AMIGO!
- Você sabe que não foi culpa minha, não é? A culpa, na verdade, foi sua.
- Como assim...?
- Ele soube que eu estava interessado em você desde o começo, por isso ele veio atrás de mim. Ele queria você. Mas na verdade sabia que eu não ia te matar, sabia que você se tornaria meu namorado, e não o dele.
“Aishiteru, Kotaro...”
- Assim parece mais dois animais brigando por uma fêmea...
- Mas é exatamente isso! Você emite um odor feminino, por isso me interessei por você!
- MAS EU NÃO SOU UMA MENINA, DROGA!!!
- Eu sei que não é. Ele também sabia. Por isso ele nunca te disse nada, idiota.
- Mas...
- Deixe disso, garoto. O corpo dele já se tornou cinzas faz tempo... Ele deve estar em um outro lugar agora... Vamos! Eu te levo pro seu dormitório...
- NÃO PRECISA!
- Ora, vamos! Que rosto vermelho é esse?
- NÃO TÁ VERMELHO! É MENTIRA, MENTIRA!
- Tá, tá... vamos logo...
Enrico levanta o garoto no colo e começa a carregá-lo:
- NÃO PRECISO QUE VOCÊ ME CARREGUE! EU POSSO ANDAR SOZINHO!
- Mentira. Você machucou sua perna antes, não é? (sussurro) Eu vou fazer você sarar rapidinho...
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- Essa é a minha primeira vez fazendo isso desse jeito. Eu quero saber se você aguenta.
- AI! DESSE JEITO DÓI MAIS AINDA!
- Desculpe... É que eu nunca tentei enfaixar a perna de alguém, então...
- AI! FALA SÉRIO! DA ISSO AQUI, DEIXA QUE EU FAÇO ENTÃO!
- Nada disso! Eu tenho que aprender a cuidar bem do meu namorado.
- Namo... QUEM DISSE QUE EU ACEITEI ISSO, IDIOTA! O QUÊ!?
Enrico se joga em cima de Kotaro:
- EU disse! Tem alguma coisa contra?
- NÃO TENHO NÃO!!!
- Ótimo, então...
Olhares se encontram. Suas mãos gélidas deslizam por seu rosto. Lábios se tocam gentilmente. A boca se abre lentamente enquanto a língua é posta para fora, com o intuito de tocar os lábios do outro, fazendo-os se abrirem em uma pequena abertura. A língua inquieta do ser noturno adentra em sua boca. As mãos deslizam suavemente para dentro da blusa, então pôde-se ouvir um pequeno gemido.
- Enrico-san, você não pode fazer isso... se não... eu vou...
- Vai o quê? Eu nem fiz nada ainda...
Sua mão desliza para dentro das calças dele e lhe acaricia o ânus suavemente, o que faz com que gemidos comecem a ficar cada vez mais altos, até se tornarem gritos de prazer. Os gritos ecoavam naquela sala vazia. As mãos gélidas daquele ser lhe tocavam o corpo inteiro, aquilo fazia sua pele se arrepiar. Sua calça fora abaixada até os calcanhares, e a mão dele segurava seu pênis enquanto ele lambia seu topo. Quando o enfiou completamente dentro da boca, sentiu um prazer imenso. Não conseguia mais se conter e soltou um pequeno esguicho involuntário, que acabou acertando o rosto de Enrico.
- Ah, me desculpe! Saiu sem querer! Eu não queria...
- Tudo bem... Isso é bom...
Ele passou a mão por seu rosto e começou a lamber aquele esporo branco que escorria dela.
- Vamos continuar...
Ele mesmo abaixou suas calças e o puxou para cima de si. O corpo suado do humano em seu colo o fazia sentir-se feliz.
+ + +

- Você esta em minha casa, Kotaro.
- Ah, sei... PERAÍ, QUE HORAS SÃO!?
- 8:00AM. Por que?
- Como assim “por que”? Eu tenho que ir pra escola! AGORA!
- Certo, certo... Eu disse que você não se sente muito bem e que não poderá ir.
- MAS É ESTRANHO UM SENSEI CUIDAR DO ALUNO!
- Eu disse que era seu tio...
- ... Por que?
- Porque eu queria me aproveitar mais do Kotaro. Queria passar mais tempo com ele já que agora ele é meu namorado.
- Mas eu não disse que concordava com isso...
- Mas não teve objeção, o que diz que você aceitou.
- Ah, droga... Que seja então... eu não vou conseguir me livrar de você mesmo, não é?
- Claro que não. Você NÃO QUER se livrar de mim, não é?
- AH, NÃO, NÃO! EU NÃO DISSE QUE QUERIA... Enrico... -san?

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