Esse blog foi criado para todos aqueles que acham que tudo é mais gostoso com limão e alem do mais histórias do gênero Yaoi para otakus .
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Capitulo 3 - Romance á Luz de Velas
Soichiro voltava para casa após um dia exaustivo. Como de costume, passava na loja de conveniência para pegar alguma coisa para comer. Quando saia da loja, um homem o pegou pelas costas, cobrindo seu rosto e o sufocando com um pano.
+ + +
“ Que lugar é esse...? Não consigo ver quase nada... Que... quarto estranho...”
Suichiro acorda num quarto vermelho, iluminado apenas por velas. Conseguia-se ver algumas ferramentas estranhas: facas, lanças, correntes, agulhas, seringas, uma prateleira com tesouras, alicates, pinças... Haviam também vários açoites de ferro, algemas, bisturis, etc. Assustado, Suichiro tenta fugir ao perceber que seus pés e pulsos estão atados à algumas correntes reforçadas que ali estavam.
“ POR QUE ESTOU AMARRADO!? E AMORDAÇADO TAMBÉM!? AH, PUTA QUE PARIU!!!”
Demorou muito até que percebesse que havia uma sombra o observando o tempo todo. Suichiro até então não estava pensando em mais nada. Seus olhos lacrimejavam, ele estava nu, urinando em si mesmo. A sombra se mexeu e começou a pegar alguns “utensílios” e colocá-los em uma mesinha à frente de Suichiro, lhe mostrando os itens como se estivesse treinando um cãozinho.
- Então... Suichiro, não é? Quer brincar um pouco comigo?
No mesmo instante, Suichiro balança a cabeça negativamente. A sombra lhe dá um tapa e pergunta novamente:
-Quer brincar comigo?
Meio em dúvida, Suichiro afirma lentamente com a cabeça.
- Vamos brincar então! Você é um belo estrangeiro, o que faz na Itália? Ah! Desculpe... Eu vou tirar isto de você...
Assim que a sombra se aproxima, Suichiro pode ver seu rosto. Era incrivelmente bonito, parecia ser alto também. Por um instante, Suichiro não se sentiu tão assustado.
- Pode me responder agora?
- ...
- Não precisa ter tanto medo de mim dessa forma. Apenas me obedeça como um cão à seu dono e eu não lhe farei nada de tão ruim...
- ...Quem é você?
- Cães obedientes não fazem perguntas, apenas obedecem!
O homem levantou-lhe a mão mais uma vez, mas parou antes de acertar o rosto de Suichirou:
- Tive uma ideia melhor... Você sabe o que tem nessa seringa?
Suichirou balança a cabeça negativamente, não sabia de nada que pudesse vir dele.
- Pimenta arde muito quando em contato com a nossa língua,mas... o que acontece quando é injetada diretamente nas veias?
- Você não está pensando em...
- É, estou pensando sim! Mas apenas se você não me responder obedientemente como uma criança bem educada...
- Eu vim pra Itália estudar...
- Onde?
- Isso não importa...
O homem levanta-se e começa a amarrar um cordão no braço de Suichirou, que tenta se debater, mas as correntes estavam apertadas demais e ele não conseguia se mover.
- TÁ BOM, TÁ BOM! EU FALO!
- Tarde demais...
O homem dá tapinhas no braço de Suichirou para que as veias aparecessem. Assim que a primeira veia surge, o homem leva a agulha ao braço do garoto e começa a empurrar o líquido. Suichirou começa a sentir seu braço ferver, em seguida o pescoço, até que a sensação lhe tomasse o corpo inteiro. Seu corpo fervia dos pés à cabeça e suor brotava de todos os poros de sua pele.
- PARA COM ISSO! POR FAVOR!
- Assim está melhor... Muito melhor! E então, onde você estuda?
- University of Roma, La Sapienza...
- A melhor universidade da Itália, é? Você é mesmo um cachorrinho esperto...
- EU NÃO SOU CACHORRINHO! MUITO MENOS O SEU!
- Que rude... O que posso usar em você agora? O bisturi ou o alicate?
- TÁ BOM, EU NÃO FAÇO MAIS...
- E o cão começa a entender... Mesmo assim, vou usar um açoite em você. Gosto de ver seu rostinho expressando dor...
- Me matar logo não seria mais fácil?
- Talvez, mas eu não quero matar você, só quero que você seja meu brinquedinho... Me chamo Giulio Albertini.
Giulio, então, passa o açoite por trás do pescoço de Suichiro e lhe beija a boca. Suichiro tenta livrar-se dele, porém, como não consegue, morde seus lábios e os faz sangrar:
- Então é assim que você quer brincar, não é?
- EU NUNCA DISSE QUE QUERIA BRINCAR COM VOCÊ!
- Como não? Você afirmou com a cabeça aquela hora.
“ Você fala como se eu pudesse me lembrar de alguma coisa com você me tratando desse jeito...”
Giulio estica suas mãos para o rosto de Suichiro e o acaricia levemente. Passa os dedos por pescoço e os sobe novamente até a boca, os enfiando dentro dela:
- Chupe, mas sem morder. Senão vou ter que lhe corrigir novamente.
- Xó a ingexão com pimentha não foi xufixienc?
- Hahaha, que gracinha... Você é uma criança por acaso? Não fique rejeitando aquilo que seu dono lhe dá, isso pode fazê-lo ficar com ódio e começar a machucá-lo. Chupe logo de uma vez. E sem morder...
Suichiro o fez, obedientemente, como o “dono” mandou. Porém, Giulio começava a pôr os dedos mais adentro, fazendo-o ter ânsias e começar a tremer.
- Então é só até esse ponto que você aguenta... Parece que nunca chupou ninguém antes...
- MAS É CLARO QUE NUNCA FIZ ISSO!!! EU NÃO SOU HOMO!!!
- É engraçado como você fica vermelho ao dizer isso... Se é assim... A parte de trás também...
- EU NUNCA DEI PRA NINGUÉM, SE É O QUE QUER SABER!!!
- Virgem, é? Assim é melhor, mas... acho que vai doer um pouco...
Os olhos de Suichiro quase saltaram para fora das órbitas.
- Sua inocência é fascinante! Tenho certeza de que também nunca teve chance com uma mulher.
- PRA SUA INFORMAÇÃO, EU JÁ NAMOREI COM VARIAS GAROTAS NO Meu país... O que está fazendo?
- Não é obvio? Estou tirando minhas roupas... E seu rosto me diz que é mentira.
- COMO PODE TER TANTA CERTEZA!?
- É porque seus olhos desviaram pra direita enquanto você falava, isso é uma das provas de que você estava mentindo pra mim. Seu tom de voz estava agitado, outra prova de que estava mentindo... E então? Qual é a sua verdade?
- Ah... Espera! Isso não importa!
- Não mesmo, não é?
- AI!!! ESSA COISA DÓI PRA CARALHO!!! AI!!! PÁRA DE ME DAR CHIBATADA!!! AI!!! EI, PÁRA COM... AI!!!
- Isso é divertido!!! Já que o efeito da pimenta já passou, eu estava ficando entediado...
Giulio de repente se abaixa e lambe o abdômen de Suichiro, que imediatamente solta um pequeno gemido e se contorce um pouco. Giulio sorri e o morde, deixando uma marca roxa em seu peito. Ele o arranha brutamente e o acaricia, morde-o, deixa várias marcas de arranhões, enquanto Suichirou só conseguia se contorcer.
- Vejo que a brincadeira está ficando interessante pra você também...
Descendo sua mão até o meio das pernas de Suichirou, começa a acariciá-lo suavemente e depois o segura com força
- CARALHO, ISSO DÓI!!!
Um novo sorriso brota no rosto de Giulio, como se dissesse “é pra doer mesmo!”. Então, como se soubesse o que Suichirou estava pensando, o apertou com ainda mais força.
- DESSE JEITO VOCÊ VAI ME DEIXAR ALEIJADO!
Um pouco de gozo espirra, melando a mão de Giulio, que a leva até a boca e começa a lamber. Suichirou olha para aquilo com uma mistura de nojo e prazer inexplicável. Giulio solta um pouco as correntes que prendem Suichirou à cama e segura seus braços enquanto o levanta pelo quadril:
- Você não pode fugir de mim, garoto. Você NÃO QUER fugir...
Não havendo resposta, Giulio move seus quadris pra frente:
- Parece que você está um pouco apertado aqui... Isso vai terminar logo, eu prometo...
- Se você quisesse mesmo terminar logo com isso, usaria logo um lubrificante! AH!
- Com lubrificante não teria graça, já que eu não poderia ver seu rosto assim...
Giulio se debruça sobre Suichiro e começa a morder seu pescoço devagar e depois mais forte, conforme ia penetrando seu corpo e sentindo-o chocar-se contra si, devagar... Os gritos de Suichiro e seu rosto vermelho o agradavam, o faziam ir com cada vez mais pressa, mais força, querendo mais e mais entocar coisas nele. Querendo ouvir seus gritos dias e noites inteiras, por horas e horas sem parar. Queria vê-lo sofrer, fazê-lo sofrer, sentir seu corpo, sentir o prazer de rasgar toda sua carne e se lambuzar com seu sangue, seu gozo, fazê-lo seu. Enquanto os gritos de Suichiro continuassem, ele estaria feliz.
- Albertini-san, isso dói... Pare com... isso... Por favor! AH! AH!
- Como se eu pudesse parar te ouvindo gritar assim...
“ Sádico... TOTALMENTE SÁDICO! Se ele soubesse como isso dói... Talvez ele não fizesse isso com as pessoas... O QUE ELE TÁ...!?”
Giulio retira seu membro de dentro de Suichiro e beija seu corpo, descendo devagar, dando algumas mordidas para que ouvisse alguns gemidos de Suichiro enquanto via o corpo do garoto se arrepiar, manifestando seus desejos. Ao chegar entre suas pernas, o segurou com as duas mãos e dava pequenas lambidas na ponta, até que:
- AI! NÃO MORDE AI NÃO!!!
- Desculpe, não resisti...
Da boca de Suichiroi saia apenas gemidos, mas seus pensamentos voavam em sua mente, estava passando pelo inferno e pelo céu ao mesmo tempo. Já não conseguia diferenciar dor e prazer àquela altura, e não se importava se iria diferenciar ou não naquele momento. Lhe importava somente que estava ali, fazendo isso com um homem sádico que sequer conhecia, que o levava aos céus ao mesmo tempo que lhe trazia dor e sofrimento. Era tratado como um cão que estava ali apenas para satisfazer seu mestre.
Giulio o envolveu completamente com sua boca enquanto olhava maliciosamente para Suichiro, todo vermelho, com o corpo completamente suado, que deixava aqueles lençóis vermelhos molhados, numa mistura de gozo, baba e suor. Giulio senta-se no colo de Suichiro e o puxa para beijá-lo enquanto ainda revira-se em cima dele.
O rosto de Suichiro refletia em um espelho no teto. Seus rosto refletido naquele espelho fazia com que se envergonhasse de si mesmo, mas ainda sim não conseguia pedir para que Giulio parasse. Não queria que parasse, não parava de pensar que fazer isso com um homem fosse tão doloroso... E excitante! A luz das velas lhe fazia parecer pior do que já estava. O lugar estava muito quente... Não sabia se era seu corpo ou se era por causa das velas. Tudo lhe parecia tão magicamente erótico do que realmente era. As velas, o homem de olhar calmo que agora lhe segurava os cabelos... Até mesmo aquelas ferramentas estranhas espalhadas pelo quarto, a selvageria com que os dois faziam, as dores que sentia.
A parafina lhe escorria pelo corpo, queimando sua pele. O toque daquele homem o fazia tremer. Tão feroz... Arrancava-lhe pedaços, fazia seu sangue escorrer com suas mordidas... Debruçava-se sobre ele e lhe mordia os lábios. A parafina lhe queimava. Tudo estava quente demais, até que, finalmente, parou. Um pano o sufocava novamente.
- Desculpe...Não podemos mais nos ver...
+ + +
Suichiro acorda em seu quarto, seu corpo estava cheio de feridas. Aos poucos, se lembra de tudo o que aconteceu. “ Desculpe... Não podemos mais nos ver...”
- Por que...? Por que não...?
Seu corpo não se mexia, sentia dores em todos os lugares e tudo o que podia lembrar era de um romance à luz de velas e de um nome falso: Giulio Albertini."
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